Projeto Curupira trilha caminhos do desenvolvimento sustentável
O curupira é uma figura lendária amazônica que representa a proteção da fauna e da flora. O guardião da floresta nomeia um projeto de educação ambiental itinerante que abrange alunos da educação formal e não-formal, incluindo trabalhadores do campo. Trata-se do Curupira, projeto que pretende levar orientações sobre desenvolvimento sustentável a cerca de 80 mil pessoas de todos os 143 municípios paraenses, iniciativa que vai ao encontro da proposta do programa “Um Bilhão de Árvores”, do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), uma das parceiras do projeto.
Lançado há cerca de dois meses, o microônibus temático do projeto Curupira já chegou a Canaã dos Carajás e Paragominas, locais onde foi bem recebido, atendendo a cerca de mil alunos. A próxima parada está prevista para ocorrer no próximo mês em Castanhal. O foco do projeto Curupira é a população rural: produtor, trabalhador e suas famílias. As palestras, cursos, vídeos e toda a estrutura, atingirão, inicialmente, 127 municípios por meio de representantes dos sindicatos de produtores e trabalhadores rurais das localidades, que ajudarão a divulgar as ações do projeto.
Os participantes receberão ensinamentos sobre valorização, preservação e recuperação do meio ambiente. Os trabalhos de conscientização envolvem, ainda, orientações sobre legislação e normas ambientais e trabalhistas. O maior conhecimento sobre direitos e deveres dos trabalhadores representa a garantia, por exemplo, de redução do índice de trabalho escravo no Estado.
O projeto ambiental abrange alunos da educação formal (ensino fundamental e médio, universitários, professores e profissionais liberais) e não-formal (jovens e adultos que tenham vínculo com atividades agropecuárias: produtores, trabalhadores rurais e suas famílias). Entre as ações a serem implementadas estão palestras; exibição de vídeos; utilização de cartilhas e livros ambientais; distribuição de impressos; oficinas; encontros; teatro; seminários; campanhas ambientais; exposições com debates; e discussão do cadastramento ambiental e rural pela Sema.
Além do Governo do Estado do Pará, o projeto Curupira foi implementado a partir da participação dos seguintes parceiros institucionais: Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Pará e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Pará. Para mais informações, o telefone da coordenadora do projeto, Regina Fernandes, é o (91) 4008-5325.
Moradores da ilha do Combu também serão beneficiados com micro-sistema de abastecimento de água tratada, a exemplo do sistema inaugurado no mês passado pela governadora Ana Júlia, beneficiando cerca de 50 famílias da ilha de Jutuba. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb) e a Cáritas Metropolitana de Belém estudam a possibilidade de implantar no Combu um sistema de água tratada que mude a realidade das cerca de 250 famílias que habitam na ilha e enfrentam dificuldades diárias para obter água para beber e preparar alimentos. A titular da Sedurb, Suely Oliveira, junto com técnicos da Cáritas e da Universidade Federal do Pará, visitou o local, nesta quarta-feira (13), para levantar informações sobre o consumo de água dos moradores. Os moradores pagam R$ 1,00 por cada 20 litros de água, adquirida em Belém, por barqueiros que trabalham na região, segundo a moradora, Rosiete Oliveira. O único sistema que existe na ilha foi implantado pelo projeto Poema, da UFPA, e abastece somente a escola e a unidade de saúde.
O Governo do Estado do Pará usa barco para vacinar ribeirinhos
A terceira expedição “Rios de Saúde” partiu de Belém, nesta segunda-feira (18), com 2.550 doses de vacinas na bagagem para atender a população ribeirinha de Juriti, Óbidos, Gurupá e Oeiras do Pará. Ao longo de 14 dias, a equipe de atendimento da embarcação aplicará 2.050 vacinas injetáveis, para prevenção de doenças que vão desde as formas graves de tuberculose até a febre amarela. A população também será imunizada contra poliomielite e rubéola.
O projeto “Rios de Saúde” é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e a Marinha do Brasil. Os municípios também recebem equipamentos para acondicionar as vacinas e cartilhas educativas e cartões de vacinação infantil e adulto.
Fonte: Site Saúde & Lazer (Publicado em: 18/08/2008 - 16:13)
Infra-estrutura do Fórum Social Mundial impressiona
A infra-estrutura que está sendo montada nos campi da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para o Fórum Social Mundial (FSM) Amazônia tem números impressionantes. Só na UFPA a estrutura inclui 189 salas, com capacidade para 30 ou 40 pessoas, além de várias áreas de alimentação, feira de economia solidária com 290 estandes, dois palcos e sala de imprensa com 90 computadores e 1.000 pontos de conexão wireless, sete cabines de rádio, dois estúdios de televisão e salas para entrevistas.
O prédio da reitoria da Ufra abrigará um cinema com capacidade para 400 lugares e mais auditório e outros espaços de conferência. Será construída ainda uma grande maloca para o encontro das nações indígenas e está reservada uma área para o acampamento da juventude.
Algumas dessas estruturas permanecerão no território do FSM e serão utilizadas após o evento. Também serão criadas linhas urbanas e fluviais que ligarão o território do FSM a outros pontos da cidade.
Toda a infra-estrutura para o FSM está sendo montada pelo Governo do Estado (em parceria com o Governo Federal) que, como facilitador, constituiu um comitê de apoio ao evento
O Fórum Social Mundial é um evento protagonizado por movimentos sociais de todos os continentes, para debates e troca de experiências de ações e gestão colaborativas das formas de vida no planeta.
A oitava edição do Fórum Social Mundial ocorrerá entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro de 2009, em Belém, e terá como pontos principais os desafios que envolvem a Pan-Amazônia.
Já se encontra em fase de elaboração o projeto de restauro do Palacete Faciola, na avenida Nazaré com Dr Moraes. O espaço vai abrigar a sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Um dos prédios mais tradicionais do centro histórico de Belém, comprado pelo Governo do Estado, no primeiro semestre deste ano, a restauração do Palacete será feita sob orientação da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), a partir do início de 2009. Para o presidente do Idesp, Peter Mann de Toledo, “o Palacete representará a essência do Idesp”.
Localizado na Avenida Nazaré, esquina com a Travessa Dr Moraes, o palacete é herança do período áureo da borracha. Formado por três casarões, dispostos lado a lado, possui uma fachada rica em traços requintados, revestida de azulejos europeus, que hoje se encontra quase destruída pelo mau estado de conservação do lugar.
Construído em 1901, o Palacete Faciola é um dos símbolos da época áurea da Borracha, durante a chamada “Belle-Époque”, quando Belém era considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas do país, não só pela sua posição estratégica, próxima ao litoral, mas também por sediar um grande número de propriedades de seringais na Amazônia.
O espaço serviu de residência para o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém. O estilo arquitetônico neoclássico do local é herança do artista Antonio José Landi, que deixou seus traços em muitas obras da cidade, reafirmando a presença da influência européia nos moldes das construções em Belém.
Paratur contra exploração sexual de crianças e adolescentes
A Companhia Paraense de Turismo (Paratur) é parceira das ações do Programa Turismo Sustentável & Infância (TSI), do Ministério do Turismo que tem o objetivo de prevenir a exploração sexual de crianças e adolescentes no segmento turístico, além de sensibilizar e orientar a população para o enfrentamento e abordagem diante de questões que envolvam a temática.
No ano passado, a Paratur foi parceira na realização de seminários de sensibilização em Belém, Barcarena, Santarém, Soure, Salvaterra, Abaetetuba, Aveiro e Tucuruí. A companhia também assinou o Pacto de Santarém, que prevê ações de prevenção na área de influência da BR-163, além do apoio a encontros nacionais voltados à temática, captação de recursos para campanha publicitária e campanha de conscientização durante o carnaval.
Os próprios funcionários da Companhia adotaram espontaneamente o programa, tornando-se multiplicadores da temática nas ações realizadas pela empresa em todo o Estado. Uma das medidas adotadas tem sido a ação de sensibilização, por meio da distribuição de leques e panfletos nos principais pontos de saídas de Belém, onde há grande fluxo de pessoas e visitantes como o aeroporto, terminal rodoviário e portos do Arapari e Galpão 10, especialmente, em períodos de grande circulação e movimento como Círio de Nazaré, Carnaval, férias, entre outros.
O Pará foi o único a participar da avaliação do TSI
A Paratur foi o único órgão público da esfera estadual convidado para reunião da Câmara Temática do Programa Turismo Sustentável & Infância - TSI do Ministério do Turismo, ocorrida em junho, em São Paulo, para apresentação das ações e resultados do programa no Pará.
O Programa Turismo Sustentável & Infância nasceu por ocasião do I Fórum Mundial de Turismo para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável, em novembro de 2004, quando o Ministério do Turismo firmou compromisso de proteger as crianças e adolescentes do Brasil.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estabeleceu novos procedimentos destinados à regulamentação de imóveis rurais com áreas de até quatro módulos fiscais no Estado do Pará, dentro do Cadastro Ambiental Rural (CAR-PA).
A medida está na redação da Instrução Normativa nº.016, editada na última quinta-feira (07) e assinada pelo titular da Sema, Valmir Ortega.
De acordo com a normativa, o órgão ambiental estadual vai realizar parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), e outras instituições públicas, com o objetivo de dar suporte ao processo de cadastramento.
Outra nota da coluna Repórter Diário, do Diário do Pará, também publicada no sábado (9), sinaliza com uma outra boa notícia para o Estado do Pará, principalmente para os produtores rurais.
Segundo a nota, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, assinou na sexta-feira (8) o protocolo de intenções para implantar o laboratório de controle da qualidade do leite no Pará. Será a 9ª Unidade da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL)
Para quem não sabe, o Observatório de Boas Práticas na Gestão do Programa Bolsa Família, é um espaço criado pelo Governo Federal para identificar, reunir e divulgar as boas práticas na gestão do Pograma, desenvolvidas pelos estados e municípios.
O prêmio representa o reconhecimento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a todos que trabalham para que o Bolsa Família consiga reduzir a pobreza e promova a proteção social das famílias mais pobres.
Para quem não leu, o Movimento Pará publica a seguir a nota divulgada pela coluna Repórter Diário, do Diário do Pará, no último sábado (9), sobre a premiação do Programa Bolsa Trabalho, do Governo do Estado, pelo Observatório de Boas Práticas na gestão do Programa Bolsa Família, do governo federal.
"Bolsa premiada O programa Bolsa Trabalho, do governo do Pará, foi selecionado como a melhor prática para publicação no Observatório de Boas Práticas na gestão do Programa Bolsa Família, do governo federal. Com a classificação, o programa paraense, que já qualificou 22 mil jovens em menos de um ano, será divulgado nacionalmente. O Observatório considerou que a iniciativa do Pará contribui para o aprimoramento da execução do Bolsa Família e deve ser levado ao conhecimento de todo o Brasil".
Governos devem apresentar plano de combate ao desmatamento ilegal
Para acessar os recursos do Fundo da Amazônia, os governos dos estados da Amazônia devem apresentar seus planos de prevenção e combate ao desmatamento ilegal, finalizados, sendo está é uma das diretrizes que será exigida pelo Comitê Orientador do fundo.
Os objetivos do fundo em defesa do meio ambiente estão em sintonia com as estratégias que o atual governo do Pará já vem articulando, e agindo, ao enfrentar o corte ilegal da floresta com ações de campo, a exemplo das operações Arco de Fogo e Guardiões da Amazônia, e estudos em andamento para proteger as unidades de conservação da natureza, além do programa Um bilhão de Árvores para a Amazônia que estimula a recuperação de áreas degradadas e o reflorestamento.
BNDES emitirá diploma de reconhecimento aos doadores
O decreto assinado por Lula criando o Fundo da Amazônia determina que o BNDES vai emitir diploma de reconhecimento das contribuições dos doadores, de caráter nominal e intransferível, sem gerar direito patrimonial ou crédito de carbono para as compensações.
O fundo será destinado a financiamentos não-reembolsáveis de projetos que contribuam efetivamente para a prevenção, monitoramento, combate ao desmatamento de florestas, reduzam as emissões de gases do efeito estufa decorrente, principalmente, da derrubada ilegal de mata nativa da Amazônia.
A notícia da assinatura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última sexta-feira (1º) deste mês, do decreto que instituiu o Fundo da Amazônia ainda repercute positivamente entre ambientalistas da região e a equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) que opera a finalização do Plano Estadual de Prevenção e Combate ao Desmatamento ilegal.
O fundo será gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição responsável também pela captação e aplicação dos recursos, estimados, no primeiro ano de vigência, em U$ 1 bilhão. Mas a soma dos recursos, oriundos de doação voluntária, pode atingir a soma de U$ 21 bilhões até 2021.
Na área verde já existente, serão implementados espaços de contemplação e leitura, playground, muro de contenção com guarda corpo para pequenas caminhadas, píer em concreto para pesca amadora e quiosques com sorvetes e lanches. A idéia é criar uma área de lazer para toda a família valorizando as “janelas para o rio” e tornar mais agradável o ambiente para quem vem ou vai em viagem e acompanhantes. Para valorizar o visual do complexo, 12 edificações já comprometidas pelo tempo serão suprimidas e uma nova edificação erguida para servir como estação de passageiros.
Estão previstas nas obras a construção de uma parada de ônibus, ciclofaixas, passarela coberta de policarbonato muito útil nos meses de chuva, um monumento em homenagem às águas e à navegação ainda em estudos, pistas de entrada e saída, estacionamento de veículos leves e pesados, micro ônbius e vans, motocicletas e bicicletas. Algumas vias serão asfaltadas, outras com blockret, de acordo com a característica do projeto.
A Igreja de Pedra, construção do século XVII, será restaurada para abrigar centro cultural
As dependências internas da Estação Hidroviária Metropolitana terão áreas de embarque e desembarque com som ambiente, informações periódicas dos horários de saídas e chegadas de embarcações, juizado de menores e sala de estar com 400 assentos. As edificações serão adaptadas para atender portadores de necessidades especiais e idosos.
O projeto inclui o Centro Cultural Igreja de Pedra, preservando uma antiga construção de pedra aparente de mais de um século de existência, que provavelmente integrou o Convento do Una, fundado pelos frades capuchos de Santo Antônio ainda no século XVII. e a um galpão inglês. A edificação vai receber limpeza manual e química e suas paredes serão impermeabilizadas com silicone. A casa vai sofrer uma renovação estética com novas esquadrias de vidro, telhas de barro com forro em madeira acompanhando a inclinação do telhado e pilares de sustentação da nova cobertura.
Estação Hidroviária Metropolitana será referência nacional
O secretário Waldir Ganzer e a arquiteta Lucinda Sena, autora do projeto arquitetônico da Estação Hidroviária Metropolitana, em visita ao local das obras
A Secretaria de Estado de Transportes (Setran) vai iniciar as obras do da Estação Hidroviária Metropolitana de Belém, situada na Avenida Arthur Bernardes, no antigo estaleiro da Enasa. O terminal vai atender embarcações de médio e grande porte que transportam cargas e passageiros dos estados do Amapá, Amazonas e algumas regiões do Pará, como a ilha do Marajó.
Em uma área de seis hectares, o complexo deverá ser referência nacional em terminais hidroviários com estação de passageiros e cargas distintas, ambientes climatizados, escadas e esteiras rolantes, mix de lojas, restaurantes, lanchonetes, docerias, fraldário e banco 24h.